Ontem recebi um email a alertar-me para a existência de uma Petição pública para a Liberdade de escolha do nome. Como já afirmei anteriormente aqui, eu não gosto desta restrição, acho que a lista tem lacunas e não entendo algumas decisões, mas também não sou a maior adepta das grafias adulteradas ou de nomes inventados. Não sei se será possível chegarmos a um meio-termo mas, entre não poder registar Bryan e passarmos a poder registar Brayan, fico sem saber para onde me virar...
Pouco depois, dei de caras com este artigo de opinião no jornal Público, que versa sobre os nomes internacionais. Eu sou apaixonada por nomes portugueses e, por isso, também eu acho que existem alternativas tradicionais portuguesas mais bonitas do que Samanta ou Abigail. É claro que o texto hiperboliza a importância atribuída ao nome internacional, mas a verdade é que passa a ideia de isso é que "está a dar" quando, na realidade, os nomes tradicionais portugueses continuam a ocupar os lugares cimeiros do top português e que os nomes internacionais mais usados em Portugal não são de introdução recente no país. No top feminino, podemos encontrar Sofia, Alice, Clara, Júlia, Victória... No masculino, Gabriel, Rafael, Daniel, David, Lucas. Assim, só alguém que nunca olhou para os rankings de nomes mais populares no momento poderá acreditar que daqui a uma geração teremos uma Samanta de Mello Breyner ou uma Melissa Ferreira Leite...
No meio deste dilema, qual é a vossa posição? Assinariam esta petição ou acham que a lista de admitidos já é vasta o suficiente para conduzir à diminuição da portugalidade citada no texto?





